Enquanto o meu bebé está no hospital
Antes de entrar na unidade neonatal, lembre-se sempre de lavar cuidadosamente as mãos na sua totalidade. Quando for pela primeira vez à unidade neonatal, pode ficar alarmada ao ver máquinas e tubos nas proximidades e fios ligados à pele do seu bebé. Não tenha vergonha de pedir ao enfermeiro para lhe explicar o objectivo de cada um deles.
Os bebés prematuros podem parecer mais frágeis do que os outros bebés, devido ao seu tamanho reduzido. Pode não ter vontade de tocar de imediato no seu bebé, mas deve começar a fazê-lo assim que conseguir. O seu toque ajuda o bebé a estabelecer uma ligação consigo, o que é muito importante.
Muitas Unidades de Cuidados Especiais incentivam os pais a usarem o Método Canguru (contacto pele com pele), uma forma de segurar o seu bebé que permite o contacto pele-com-pele. O Método Canguru pode ser útil para o desenvolvimento do bebé, já que proporciona um conforto suave e estimula a criança. Muitos pais consideram que o Método Canguru os ajuda a sentirem-se mais próximos do bebé. Os enfermeiros irão mostrar-lhe como pegar no seu bebé recorrendo ao Método Canguru.
Quando o seu bebé estiver clinicamente estabilizado, poderá tocar-lhe, alimentá-lo, limpá-lo e cuidar dele, à medida que for ficando mais desenvolvido. Os enfermeiros irão mostrar-lhe como realizar estas tarefas.
Na maioria dos casos, irá ter alta antes de o seu bebé estar apto a ir para casa. As unidades neonatais estão abertas aos pais em permanência. Normalmente, os familiares mais próximos são também bem-vindos, mas deve pedir às pessoas que não visitem o bebé caso estejam doentes ou constipadas, já que podem contagiar outros no hospital. Alguns hospitais podem permitir a sua estada numa unidade hospitalar especial durante alguns dias, com o seu bebé, até este estar por fim apto a ir para casa.
Caso tenha outros filhos em casa, estes podem querer ser informados sobre o seu estado e o do bebé. Uma boa forma de os sossegar é tirar fotos ou gravar um vídeo, que poderá mostrar em casa, aos seus filhos. Pode ainda tirar fotos do seu bebé e colocá-las no exterior do berço, para que as crianças mais velhas as vejam quando visitarem o bebé. Os seus filhos podem ainda querer fazer um desenho da família, que poderão colocar no exterior da incubadora. Isto irá ajudá-los a compreender que têm de facto um novo irmão ou irmã.
Em alguns casos, o seu bebé pode, quando estiver melhor, ser transferido para um hospital mais perto de casa. Poderá ter receio de que os funcionários do hospital local não consigam dar resposta às necessidades especiais do seu bebé. Estes receios são normais, mas deve saber que os funcionários do novo hospital estarão aptos a proporcionar ao seu bebé todos os cuidados de que ele necessite. Esta transferência deverá ainda diminuir o stress das deslocações para visitar o seu bebé num hospital mais distante. Irá ainda dar-lhe a oportunidade de participar mais nos cuidados do seu bebé, preparando assim a ida para casa.
As Necessidades Nutricionais do Meu Bebé
No início, os prematuros muito pequenos (EBP e MBP) não têm capacidade de sucção, deglutição e respiração suficientes para satisfazer as suas necessidades. É por isso que as primeiras calorias do seu bebé serão administradas por via intravenosa (IV). O seu bebé pode ainda ser alimentado com leite materno ou com uma fórmula especial para prematuros, através de uma sonda muito fina introduzida no nariz ou na boca, até ao estômago.
A utilização de vias IV e de sondas de alimentação tem sido uma boa solução para milhares de bebés. Poderá achar que as sondas introduzidas na garganta do seu bebé ou os tubos nas veias lhe provocam dor ou desconforto, mas isso não acontece. Qualquer desconforto dura apenas um instante, quando o tubo é colocado pela primeira vez.
O leite materno irá fornecer ao seu bebé os nutrientes adequados para a maioria das suas necessidades. Caso não tenha leite materno disponível, o seu bebé irá receber uma fórmula especial, adequada para prematuros. A alimentação através de vias IV e/ou sondas irá ser equilibrada e ajustada às necessidades do seu bebé. À medida que o seu bebé for crescendo, irá desenvolver os reflexos naturais de sucção e deglutição. Então, o seu bebé poderá ser amamentado ou, caso assim o decida, ser alimentado a biberão.
O leite materno proporciona a melhor nutrição para o seu bebé. Disponibiliza nutrientes importantes de que um prematuro precisa para crescer, bem como protecção contra infecções. Alguns dos nutrientes e agentes protectores do leite materno não estão disponíveis nas fórmulas para prematuros. Mesmo que não planeasse alimentar, é importante para o bebé que produza leite, recorrendo a uma bomba de leite eléctrica. Este leite irá ser dado ao seu bebé através de uma sonda de alimentação ou biberão.
Os enfermeiros podem explicar-lhe como retirar o leite com a bomba, guardar e transportar o leite da forma correcta. Deverá começar a extrair (bombear) leite mamário pouco após ter dado à luz. É importante que tente extrair leite pelo menos 6-8 vezes por dia. Quando o seu bebé começar a alimentação mamária, elabore um plano de alimentação com a enfermeira responsável. É importante encontrar a combinação certa entre amamentação e extracção do leite com bomba, para garantir a produção de leite suficiente para satisfazer as necessidades do seu bebé. É importante que o seu bebé esteja a mamar bem antes de ter alta.
Quando o seu bebé for para casa, poderá ter de continuar a bombear leite uma ou duas vezes por dia, para garantir que continua a ter leite suficiente durante as primeiras semanas após a alta.
Exames Médicos a Bebés Prematuros
A maioria dos prematuros (normalmente EBP e MBP) será submetida a diversos exames no hospital, para excluir ou permitir a detecção precoce de alguns problemas médicos comuns. Entres os exames comuns, temos:
• Raio-X torácico – para detectar problemas respiratórios e pulmonares
• Raio-X ao abdómen—para detectar problemas intestinais
• Electrocardiograma e ecocardiograma – para detectar problemas cardíacos
• Ecografia à cabeça – para detectar anomalias no cérebro ou nas zonas envolventes
• Exame ocular – para detectar problemas nos olhos
• Exame auditivo – para detectar problemas de audição e de desenvolvimento
Os Movimentos do Meu Bebé
É comum os bebés muito prematuros (EBP e MBP) mexerem-se muito pouco. Quando o fazem, é de uma forma “desajeitada” ou “descoordenada”. Isto acontece porque os seus reflexos não estão ainda totalmente desenvolvidos e têm muito pouco controlo sobre os músculos. Como estes bebés podem também ter músculos fracos, terá de estar muito atenta a sinais de força e coordenação crescentes. Por exemplo, pode ver o seu bebé a mexer-se ou a dobrar um braço ou uma perna. Poderá ainda observar um reflexo de sucção se colocar o dedo/mão do bebé perto da boca dele ou se colocar uma chucha na boca do seu bebé. Com o sono, a alimentação e o aumento do peso, a forma do corpo e a pele do seu bebé irão começar a parecer-se mais à dos bebés mais velhos. O seu bebé também começará a movimentar-se mais como um bebé de termo.
Possíveis Problemas de Saúde em Bebés Prematuros
Problemas nas Vias Respiratórias e de Respiração
• Apneia e Bradicardia
• Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN)
• Síndrome de Dificuldade Respiratória (SDR)
• Fugas de ar nos pulmões
Apneia e Bradicardia
Qualquer pausa na respiração que se prolongue por mais de 20 segundos é denominada apneia, e pode fazer com que o seu bebé fique pálido ou adquira um tom azulado. Além disso, o bebé pode ficar apático e a frequência cardíaca pode diminuir. A isto chama-se bradicardia. A apneia e a bradicardia ocorrem sobretudo nos prematuros EBP e MBP, quando a zona do cérebro que controla a função respiratória não está totalmente desenvolvida. A apneia melhora e desaparece à medida que os bebés prematuros vão ficando mais velhos.
Os tratamentos da apneia incluem:
• Agitar suavemente ou estimular o bebé
• Medicação para estimular a respiração
• Administração extraordinária de oxigénio através de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP)
• Colocação do bebé num ventilador (em casos mais graves)
Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN)
A respiração acelerada, que vai melhorando aos poucos nas primeiras horas ou dias e não tem carácter recorrente, denomina-se TTRN. A TTRN ocorre porque o líquido nos pulmões do recém-nascido não é facilmente absorvido nos prematuros. Os sintomas de TTRN assemelham-se aos do síndrome de dificuldade respiratória (SDR). O tratamento consiste na administração de oxigénio extraordinário ao bebé através de uma campânula de oxigénio ou pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP).
Síndrome de Dificuldade Respiratória (SDR)
O SDR é também denominado doença das membranas hialinas. Esta patologia é comum nos bebés prematuros com pulmões ainda não totalmente desenvolvidos. Os pulmões imaturos não produzem surfactante suficiente—um líquido que reveste os pequenos alvéolos nos pulmões e que os ajuda a abrir e a fechar. Se estes alvéolos não se expandirem facilmente, os pulmões não conseguem captar ar e oxigenar o sangue.
Os sintomas do SDR incluem:
• Respiração acelerada/dificuldade em respirar
• Contracção das costelas e da zona central do tórax a cada inspiração (retracções)
• Distensão das narinas
• Ronco (casos mais graves)
Existe um surfactante artificial, que pode ser utilizado para prevenir ou tratar o SDR O SDR pode ainda ser tratado administrando ao bebé oxigénio extra, numa campânula de oxigénio, através de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou recorrendo a um ventilador.
Fugas de ar nos pulmões
Pode ocorrer uma fuga de ar nos pulmões de um bebé quando alguns dos alvéolos (sacos de ar) se rompem e o ar se escapa para o espaço em redor. Isto acontece sobretudo nos bebés prematuros ou em bebés cujos pulmões não estão ainda totalmente desenvolvidos. Pode haver uma acumulação de ar no espaço entre os pulmões e a parede do tórax (uma condição denominada pneumotórax). Pode haver ainda uma fuga de ar para o espaço torácico onde se encontra o coração e os principais vasos sanguíneos (a isto chama-se pneumomediastino). Outra patologia que pode ocorrer denomina-se enfisema pulmonar intersticial (EPI), que ocorre quando há uma fuga de ar para o próprio tecido pulmonar.
Displasia Broncopulmonar (DBP)/Doença Pulmonar Crónica (DPC)
Os bebés com problemas pulmonares complicados e com síndrome de dificuldade respiratória (SDR) ou os bebés muito pequenos e que requeiram oxigénio e ventilação assistida, podem vir a sofrer de DBP/DPC. Nos bebés com estas patologias, os tecidos pulmonares saudáveis não recebem um aporte suficiente de oxigénio.
O ventilador pode provocar problemas quando produtos residuais do oxigénio danificam os alvéolos nos pulmões do bebé. Há diversos motivos que levam um bebé a desenvolver DBP/DPC, incluindo lesões pulmonares e inflamação dos pulmões após um longo período ligado ao ventilador, infecção, administração prolongada de oxigénio e alimentação inadequada.
Os sintomas da DBP/DPC incluem:
• Respiração acelerada, difícil e fraca
• Pieira
• Contracção das costelas e da zona central do tórax a cada inspiração
Normalmente, é diagnosticada DBP/DPC quando o bebé continua a precisar de oxigénio extra um mês após a data de previsão inicial. Alguns bebés com DBP/DPC podem requerer oxigénio extra durante muito tempo após o nascimento, mesmo depois de voltarem a casa. O tratamento pode incluir suporte respiratório auxiliar para o bebé, alimentação extra-calórica, para potenciar o crescimento, medicação e evitar o excesso de líquidos no sistema do bebé. Com o tempo e os cuidados prestados, a maioria dos bebés com DBP/DPC acabam por ultrapassar os problemas pulmonares.
Outros Possíveis Problemas de Saúde
Anemia
Os bebés prematuros têm muitas vezes falta de glóbulos vermelhos (anemia) porque:
• Os glóbulos vermelhos de um bebé têm uma vida mais curta do que os dos adultos
• Os bebés não produzem novos glóbulos vermelhos nas primeiras semanas após o nascimento
• São colhidas muitas amostras de sangue aos bebés prematuros, para análises sanguíneas
O tratamento pode incluir uma transfusão de sangue. O seu bebé pode também necessitar de tomar um suplemento de ferro antes e depois de ter alta.
Infecções no Sangue
Os bebés prematuros correm maior risco de sofrer infecções sanguíneas graves, pois o seu sistema imunitário não está totalmente desenvolvido quando nascem. A sépsis neonatal (bactérias no sangue) provocada por Streptococcus do grupo B (SGB), é quase sempre transmitida pela mãe durante o parto. Pode ser necessário adoptar medidas especiais, incluindo tratamento com antibiótico, durante alguns dias.
Hemorragia Intraventricular (HIV)
Muitos bebés prematuros (sobretudo prematuros de EBP e MBP) realizam uma ecografia à cabeça, sobretudo na primeira semana de vida, para detectar eventuais HIV e outros problemas. Uma HIV é uma hemorragia anormal que ocorre dos vasos sanguíneos frágeis para os ventrículos ou cavidades que envolvem o cérebro. A hemorragia pode ser ligeira ou grave. Uma hemorragia grave pode provocar um aumento da pressão no cérebro e/ou uma irrigação sanguínea insuficiente do tecido cerebral. Caso o seu bebé sofra uma HIV, os médicos e/ou enfermeiros irão informá-la acerca da dimensão da hemorragia e de que tipo de acompanhamento irá o seu bebé necessitar.
Leucomalácia Periventricular (LPV)
A LPV pode ser detectada através de uma ecografia ao crânio, e ocorre normalmente em prematuros de EBP e MBP. O termo refere-se a um amolecimento do tecido cerebral devido a uma ausência temporária de oxigénio. Num bebé doente, a LPV pode ser provocada por uma hemorragia no cérebro, um distúrbio sanguíneo, uma infecção cerebral, como meningite, apneia grave ou bradicárdia ou por uma tensão arterial persistentemente baixa. Podem decorrer várias semanas até serem detectadas eventuais lesões provocadas pela LPV, que podem provocar problemas a longo prazo a nível dos movimentos ou coordenação muscular, da visão e do desenvolvimento intelectual.
Níveis Baixos de Açúcar no Sangue
Nos bebés prematuros, os níveis de açúcar no sangue podem ser demasiado elevados ou, mais frequentemente, demasiado baixos. Na maioria dos casos, os níveis de açúcar no sangue são facilmente corrigidos aumentando ou diminuindo a concentração de açúcar nos líquidos administrados ao bebé por via IV. Os problemas relacionados com os níveis de açúcar no sangue, nesta fase inicial da vida do seu bebé, não significam que este venha a desenvolver diabetes posteriormente.
Icterícia
Muitos bebés desenvolvem icterícia nos primeiros dias após o nascimento, o que provoca uma cor amarelada na pele. A icterícia é provocada por níveis elevados de bilirrubina, que é produzida quando há uma decomposição dos glóbulos vermelhos. A bilirrubina é normalmente eliminada pelo fígado. Porém, nos bebés prematuros, o fígado pode não conseguir eliminá-la com rapidez suficiente. A icterícia pode ser tratada com fototerapia, um processo que recorre a luzes especiais que ajudam a decompor a bilirrubina.
Tensão Arterial Baixa
Os bebés prematuros sofrem frequentemente de tensão arterial baixa logo após o nascimento. Isto deve-se à perda de sangue durante o parto, à perda de líquidos após o nascimento, a infecção ou medicação administrada à mãe antes do parto. Os tratamentos para a tensão arterial baixa incluem a administração extra de líquidos ao bebé, medicação para aumentar a tensão arterial ou uma transfusão de sangue.
Enterocolite Necrosante (ECN)
Alguns bebés prematuros sofrem uma tumefacção e inflamação de parte do intestino, provocando a morte de tecido nessa zona. A isto chama-se ECN. Os sintomas incluem:
• Sinais generalizados de mal-estar
• Vómitos
• Estômago dilatado e sensível ao toque
• Estômago avermelhado ou com uma coloração anormal
• Sangue nas fezes
A ECN pode ser uma patologia pouco ou muito grave. Os médicos irão interromper de imediato a alimentação habitual e iniciar a alimentação por via intravenosa, em caso de suspeita desta doença. Os bebé irá ainda precisar de raios-X ao abdómen, antibióticos e análises sanguíneas frequentes. A maioria dos bebés com ECN recupera sem sequelas, mas alguns necessitam de intervenção cirúrgica e poderão vir a sofrer de problemas intestinais no futuro.
Persistência do Canal Arterial (PCA)
Antes do nascimento de um bebé, existe um vaso sanguíneo que liga a artéria pulmonar (o principal vaso sanguíneo que transporta sangue para os pulmões) à aorta (o principal vaso sanguíneo que transporta o sangue do coração para o corpo), denominado canal arterial. Esta abertura é necessária antes do nascimento, mas normalmente fecha nas primeiras horas ou dias após o parto. Quando este vaso não fecha sozinho, surge uma patologia denominada PCA. A PCA pode ser detectada através de uma ecografia cardíaca, denominada ecocardiograma. Caso o canal arterial ainda esteja aberto, o médico irá receitar medicação para o fechar. Em casos muito raros, esta "abertura" pode não fechar, sendo necessária uma cirurgia muito simples. Isto pode parecer alarmante, mas não se preocupe—a PCA em bebés prematuros é facilmente corrigida.
Retinopatia do Prematuro (RDP)
Por vezes, nos bebés prematuros (EBP e MBP) dá-se o desenvolvimento excessivo de vasos sanguíneos anormais no olho, denominado RDP. É feito um exame ocular para detectar a RDP. Os médicos irão então avaliar se a RDP irá desaparecer ou se é necessário tratamento. A RDP grave pode provocar problemas de visão e até cegueira. O tratamento pode envolver cirurgia laser, para impedir que os vasos sanguíneos continuem a aumentar.
Ineficácia na Regulação da Temperatura
É comum um bebé prematuro não conseguir manter uma temperatura corporal regular durante vários dias ou semanas. Durante este período, é necessário um cuidado e uma atenção redobrados, para ajudar a controlar a temperatura do bebé. Isto pode conseguir-se adicionando ou retirando cobertores, recorrendo a um aparelho colocado na pele do bebé para controlar a temperatura cutânea e utilizando fontes de calor, como incubadoras e lâmpadas de aquecimento.
Cardiopatia Congénita (CC)
Cerca de 1 em cada 100 bebés nasce com algum tipo de cardiopatia congénita, e pode necessitar de cuidados médicos críticos antes de atingir o ano de idade. A CC, ou defeitos cardíacos congénitos, pode ser tão simples que não produz sintomas ou tão grave que pode ser fatal. Os defeitos podem ser pequenos ou muito complexos, e esta complexidade pode ser muito variável. O defeito pode ser um simples orifício na parede entre as duas câmaras cardíacas ou um conjunto complicado de malformações, como vasos sanguíneos mal localizados e subdesenvolvimento de um dos lados do coração.
Muitos problemas cardíacos podem ser detectados antes do nascimento, através de ecografias de rotina e de um exame especial, denominado ecocardiograma fetal (uma ecografia especial ao coração). O ecocardiograma fetal utiliza as ondas de som para criar uma imagem do coração do seu bebé. Caso o coração esteja a bater demasiado devagar ou demasiado depressa, a medicação resolve normalmente o problema antes de haver insuficiência cardíaca. Caso um problema cardíaco não possa ser tratado antes do nascimento, os médicos podem utilizar a informação proporcionada pela ecografia para preparar tratamentos que possam ser administrados imediatamente após o parto, se necessário.
As crianças nascidas com CC podem ter uma capacidade limitada de resposta a uma infecção do aparelho respiratório inferior. Assim, têm mais probabilidade de ter de ser internados na unidade de cuidados intensivos e/ou ter de recorrer ao ventilador para assistir à respiração caso desenvolvam infecções virais graves, como a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).